O recente material de divulgação do estúdio A24 traz uma perspectiva fascinante sobre uma figura clássica, conduzida por visões artísticas singulares. Para expandir o escopo da nossa análise nerd com uma referência inédita por aqui, a atmosfera crua que o projeto promete evoca o peso visual e psicológico de O Cavaleiro Verde, obra brilhante dirigida por David Lowery. No vídeo promocional, o ator Hugh Jackman e o diretor Michael Sarnoski dividem a tela para apresentar The Death of Robin Hood. O astro assume a palavra inicial, cravando sua presença ao declarar: “eu sou o fora da lei Robin Hood, em A Morte de Robin Hood as pessoas realmente lançarão um segundo olhar sobre a lenda”.
Logo na sequência, o diretor Michael Sarnoski traz seu olhar sobre a evolução do folclore europeu, explicando as motivações dessa nova abordagem. O cineasta afirma: “a história de Robin Hood mudou ao longo dos séculos dependendo da época em que foi contada, este filme parece muito diferente do resto das lendas de Robin Hood, ele simplesmente tem sua própria reviravolta”. Retomando o fio da meada, Hugh Jackman reflete sobre as nuances dessa adaptação sombria, questionando: “como seria se Robin fosse esse degolador sanguinário, ele vem desse mundo violento, brutal e frio, onde todos que você encontra provavelmente estão tentando te matar”.
A dinâmica de admiração mútua fica evidente quando o protagonista enaltece a condução do projeto. O ator exalta o comandante da obra dizendo: “Michael Sarnoski é uma das grandes vozes do cinema hoje, há uma confiança em sua narrativa que me deixou maravilhado, o escopo do filme é fenomenal, lindo e épico”. Validando essa escala grandiosa descrita pelo intérprete principal, Michael Sarnoski detalha o processo físico de criação do universo visual do longa. O diretor compartilha a experiência das filmagens com a seguinte fala: “acabamos filmando em velhos castelos e igrejas e montanhas, nós realmente queríamos sentir que estávamos capturando a conexão entre a natureza, o espiritualismo e a violência intensa dos tempos medievais”.
No cerne de toda a carnificina e da beleza estética, reside um conflito interno denso enfrentado pelo herói decadente. Analisando o peso da trajetória do guerreiro, Hugh Jackman pontua: “Robin tem que entender os lados de sua identidade”. Complementando esse raciocínio com uma provocação filosófica sobre o desenvolvimento do personagem, Michael Sarnoski indaga: “como fazemos a transição de um senso de nós mesmos para alguém superior a isso?”. Concluindo o vídeo com precisão, o intérprete principal retoma a palavra para sintetizar a experiência cinematográfica, afirmando: “Michael Sarnoski está tentando transportar você para algo vasto, para explorar o mito e a verdade por trás das lendas, eu acho que o público vai sentir que a história é linda e humana”.

Heróis se vão. Lendas são para sempre. Atormentado pelas cicatrizes de uma vida marcada pelo crime, Robin Hood (Hugh Jackman) sobrevive por pouco àquela que acreditava ser sua batalha final. Gravemente ferido, ele é encontrado por uma mulher misteriosa que o recolhe das sombras e passa a cuidar de seus ferimentos. Com o corpo fora de combate, cada erro cometido no passado volta para assombrá-lo.
Uma das produções mais aguardadas do ano traz uma visão inédita e visceral sobre o famoso fora da lei de Nottingham. Produzido pela A24, conhecida por financiar projetos autorais e intensos, The Death of Robin Hood afasta-se das aventuras de capa e espada tradicionais para entregar um estudo de personagem sombrio. A trama apresenta um Robin Hood envelhecido, lidando com o peso de seu passado repleto de crimes e assassinatos, longe da figura heroica romantizada pelo folclore.
Nesta releitura fundamentada e corajosa, Robin Hood é um homem quebrado, lutando contra sua própria consciência após uma vida de violência. Gravemente ferido após uma batalha que ele acreditava ser a sua última, o solitário fora da lei se vê sob os cuidados de uma mulher misteriosa. Ela lhe oferece uma chance inesperada de salvação e redenção, forçando-o a confrontar a realidade brutal de suas ações e o mito que foi construído em torno de seu nome.
O filme é ancorado por uma transformação impressionante de Hugh Jackman, que assume o papel titular com uma estética desgastada e crua. Ao seu lado, Jodie Comer (Killing Eve, O Último Duelo) interpreta a mulher misteriosa que muda o curso de seu destino (confirmada como não sendo a Maid Marian tradicional). O elenco estelar conta ainda com Bill Skarsgård (It: A Coisa, Nosferatu) interpretando uma versão de Little John, além de Murray Bartlett (The White Lotus) e Noah Jupe (Um Lugar Silencioso).
O longa é escrito e dirigido por Michael Sarnoski, cineasta aclamado pela crítica por seu trabalho em Pig (com Nicolas Cage) e Um Lugar Silencioso: Dia Um. A produção fica a cargo da Lyrical Media e da Ryder Picture Company, com distribuição global garantida pela A24, prometendo manter o tom intimista e a qualidade técnica que marcam a filmografia do diretor.
A Morte de Robin Hood (The Death Of Robin Hood) será distriduído nos cinemas do Brasil pela Imagem Filmes e tinha sua estreia prevista para o dia 18 de junho de 2026, mas foi adiado para o dia 20 de agosto de 2026.

