Eiza González, Henry Cavill e Jake Gyllenhaal dirigidos por Guy Ritchie? LET’S GOOO!
E como pude esquecer da participação especial da talentosa Rosamund Pike?
Na Zona Cinzenta (In The Grey) é o tipo de filme que te faz lembrar que cinema ainda é ação, drama, suspense, terror e muito mais, atrelado a um bom roteiro, muitas locações internas e externas e muitos efeitos práticos. Nada de “filme evento” como foram Vingadores: Ultimato, Barbenheimer e como será “Dunesday” no fim do ano. E talvez até como está sendo O Diabo Veste Prada 2 (mulherada indo em peso assistir ao filme).
Como em todo filme do diretor Guy Ritchie (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, Snatch – Porcos e Diamantes, RocknRolla, Sherlock Holmes, Rei Arthur: A Lenda da Espada), o longa “Na Zona Cinzenta” tem um elenco escolhido a dedo, e colocar Henry Cavill, Jake Gyllenhaal e Eiza González contracenando foi um acerto e tanto. A química entre os três explode na tela enquanto improvisam diálogos e se arriscam em cenas de perseguição com quase nada de tela verde ou azul — ou seja lá qual cor estejam usando atualmente. Eiza e Pike também eletrificam os três atos do filme quando ficam cara a cara, em takes montados e até por telefone. O elenco de apoio também convence, juntamente com os antagonistas principais interpretados por Carlos Bardem (sim! Irmão de Javier Bardem), Fisher Stevens e Kristofer Hivju.
E a assinatura que fez o diretor ser reconhecido mundialmente está lá. Uma montagem inteligente, com os protagonistas narrando os acontecimentos, fazendo você sentir como se estivesse lendo um livro bem escrito e bem desenvolvido. Trabalhando a trama por todo o primeiro ato e parte do segundo, culminando em cenas de ação com perseguições, tiroteios e sacrifícios típicos de um bom filme de ação e espionagem.
E eu não poderia deixar de falar da dublagem do filme que reúne grandes nomes para a versão brasileira, começando por Marcelo Garcia, que dá voz a Bronco Beauregard, interpretado originalmente por Jake Gyllenhaal, e Guilherme Briggs, assumindo o papel de Sid, vivido por Henry Cavill. O talento vocal segue com Flavia Fontenelle como Rachel Wild, personagem de Eiza González, e Priscila Amorim dublando Bobby, de Rosamund Pike. Para completar o time, Marco Ribeiro empresta sua voz a Mr. Horowitz, de Fisher Stevens, acompanhado por Renan Freitas na interpretação de Baker, papel de Kojo Attah, e Reginaldo Primo, responsável por dar vida a Jonathan Moreno, vivido na tela por Christian Ochoa Lavernia. É um show à parte.
Infelizmente, nem tudo é perfeito como a Rosamund Pike, e a duração do filme deu a sensação de que o corte final acabou sendo uma exigência do estúdio para possibilitar mais exibições diárias. Uma hora e trinta minutos não foi o suficiente. Saí da sala de cinema querendo mais.
E ao contrário do que o título sugere, o filme não é nada cinzento. A não ser que você acabe tendo que assistir em uma sala de cinema com uma tela que já viu dias melhores. A tela da sessão que fui estava tão avariada que nem a projeção era feita em 100% do formato da tela e claramente – irônica escolha de palavra – os leds estavam 90% com defeito deixando apenas uma mínima porcentagem iluminada bem no centro da tela. E agora que já sei que essa sala em específico não é boa, evitarei assistir filmes nela. Acabou o dinheiro para investir em mais uma tela, MovieCom?. Apenas assisti, pois não tive muita escolha, já que as melhores salas estavam reservadas para outros filmes com garantia de venda de ingresso e porque o cinema que tenho assinatura anual, não colocou o filme em cartaz no shopping perto de minha casa. Que complicado hein Cinemark? E o outros cinemas também não acreditaram no sucesso comercial do filme.
Diamond Films Brasil, obrigado por ter trazido o filme ao Brasil.

