A Apple vive uma busca desesperada por chips de memória DRAM. Segundo o The Wall Street Journal, a empresa iniciou testes com componentes da fornecedora chinesa CXMT para equipar aparelhos como iPhones e MacBooks. A urgência da gigante americana atingiu um nível alarmante, forçando a diretoria a engolir o orgulho e aceitar negociar sem as tradicionais exigências de grandes descontos em suas compras de alto volume.
O cenário atual lembra bastante as dinâmicas de Catan, o famoso jogo de tabuleiro criado por Klaus Teuber. Na obra, um jogador pode ter a estratégia perfeita e o maior império na mesa, mas sua expansão paralisa completamente se faltar um único recurso básico, como um simples tijolo. A Apple enfrenta esse exato gargalo logístico. Uma escassez global de memória já atrasa a produção do futuro chip A20 Pro. A TSMC acumula cerca de um bilhão de dólares em processadores finalizados, todos parados nas fábricas aguardando a chegada da DRAM para a conclusão do empacotamento.
A expectativa do mercado sempre aponta a dona do iPhone ditando as regras comerciais, contudo a realidade virou de cabeça para baixo. A tentativa de barganhar valores menores com a CXMT fracassou rapidamente. A fabricante chinesa apresentou orçamentos iguais ou superiores aos cobrados pela Samsung e pela SK Hynix. Como a Huawei e a Xiaomi já arremataram grande parte da capacidade de produção da fábrica em acordos de longo prazo, falta incentivo para conceder privilégios aos americanos. Garantir o estoque necessário para a janela de lançamento do iPhone 18 Pro assumiu a prioridade absoluta da temporada.
Comprar as peças representa uma parte da batalha, pois o uso real envolve um delicado jogo geopolítico. A Apple precisa do apoio do governo dos Estados Unidos para incluir esses componentes nos dispositivos vendidos na China. O clima entre as duas nações continua tenso, exigindo cautela política antes de qualquer fechamento de contrato.
Enquanto as negociações acontecem nos bastidores, o consumidor se prepara para pagar a conta. A empresa reajustou os valores de Macs e iPads recentemente, indicando iminentes aumentos de 200 a 300 dólares para as versões do iPhone 18 Pro e Pro Max. A criação preventiva do programa de aluguel Apple Upgrade confirma a estratégia atual. Manter a esteira de produção rodando importa infinitamente frente ao desafio de segurar o preço final da tecnologia no bolso do usuário.



Via: Digital Trends



















