Autor e escritor goiano lança romance de ficção científica com gosto de galinhada e aroma de pequi

O cenário literário goiano está repleto de grandes escritores e escritoras que, muitas vezes, não recebem a visibilidade que merecem. A rica e charmosa literatura de Goiás já vem brigando por espaço há um bom tempo com obras de Cora Coralina (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais), Bernardo Élis (O Tronco, Primeira Chuva) e José J. Veiga, precursor do realismo fantástico no Brasil (A Hora dos Ruminantes, Os Cavalinhos de Platiplanto), entre tantos outros talentos que enchem de orgulho os goianos do pé rachado.

Partindo dessa premissa de briga por espaço, o estreante autor Télio A.C. se debruçou sobre uma história complexa que tem início na terra da pamonha. A trama começa com um derradeiro ato desesperado de instinto de sobrevivência na ânsia de impedir o mal de prosperar, navegando por tempos conhecidos na história para reescrever suas possibilidades. O enredo extrapola o significado da ficção científica com ideias tão absurdas que fazem o leitor questionar os próprios limites da mente humana.

Como um grande fã de filmes blockbusters, o autor traz para cada parágrafo um pouco da ação, do drama e, claro, da ficção científica tão consumida por ele nesses últimos trinta anos. Ele entrega uma escrita crua e visceral que prende a atenção do início ao fim. Se você tem asma, prepare a bombinha reserva, pois o ritmo da narrativa é acelerado e completamente alucinante.

O livro apresenta batalhas aéreas em uma Goiânia segurando o último fio de resistência sob o derradeiro nascer de um Sol que sopra a morte em nossa existência. A obra tece uma odisseia através do tempo, reunindo figuras históricas tão controversas quanto a própria ideia que vai sendo escrita, abordando a frágil necessidade de esperança. Tudo isso acontece enquanto o leitor mal tem tempo para contar os corpos à medida que a história atinge seu ápice, esmagando qualquer apelo por um recomeço entre sangue e lágrimas.

O que fica claro ao finalizar a leitura de sua primeira obra é a vontade carnal do autor de balançar as estruturas da literatura brasileira e do mundo. Ele evita o estigma da regionalidade cultural e apresenta aos leitores a possibilidade de ser você mesmo a cada linha. Ao deixar de lado toda a métrica clássica, erudita e rígida, a escrita revigora o coloquialismo e abraça o cotidiano de forma autêntica.

A Mata H surge como uma leitura indispensável tanto para os amantes de ficção científica quanto para o crítico literário sobrecarregado por escritas pretensiosas e sem alma. Mergulhe nas páginas desse novo romance goiano e questione a humanidade, a razão e a realidade que você enxerga através do prisma da sobrevivência.

O livro A Mata H já está disponível no site da Amazon em formato de e-book para você aproveitar a leitura no seu celular, tablet ou computador através do aplicativo Kindle. Caso possua a assinatura Kindle Unlimited, não perca tempo e baixe agora mesmo a obra para a sua biblioteca.

Boa leitura.

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