A engenhosidade visual de Steven Spielberg atingiu um ápice técnico e narrativo em 1993 com o lançamento de Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, obra que extinguiu as fronteiras entre o cinema de aventura e o horror científico. Baseado no livro de Michael Crichton, o enredo nos conduz à Isla Nublar, onde o bilionário John Hammond utiliza engenharia genética para reviver criaturas pré-históricas a partir de DNA preservado em âmbar. A jornada dos especialistas Alan Grant, Ellie Sattler e o matemático caótico Ian Malcolm transforma-se em um pesadelo logístico quando a natureza decide retomar o controle, provando que a vida, inevitavelmente, encontra um meio.
A produção marcou o nascimento da era digital moderna ao integrar, de forma orgânica, os animatrônicos revolucionários de Stan Winston com os primeiros grandes efeitos de CGI (computação gráfica) desenvolvidos pela Industrial Light & Magic. A trilha sonora composta por John Williams conferiu uma escala majestosa às descobertas, alternando entre o deslumbramento de ver um Braquiossauro pela primeira vez e o terror absoluto provocado pelo som dos passos de um Tiranossauro Rex. Esse equilíbrio entre o maravilhamento e o medo solidificou o filme como um pilar da cultura nerd, influenciando desde a paleontologia real até a forma como grandes blockbusters são estruturados hoje.
Atualmente, o legado da franquia pode ser explorado através da trilogia clássica e dos filmes da era Jurassic World, todos amplamente disponíveis em plataformas como Prime Video e Netflix. Além das telas, o universo se expandiu para jogos aclamados como Jurassic World Evolution, permitindo que os entusiastas gerenciem seus próprios parques. Revisitar o filme original é um exercício de nostalgia que mantém seu frescor, funcionando como um lembrete constante de que a curiosidade humana, quando desprovida de ética, pode despertar gigantes que deveriam permanecer no passado.
Curiosidade: O rugido aterrorizante do T-Rex que ecoou nos cinemas não veio de um único animal, mas foi uma composição sonora complexa criada por Gary Rydstrom. Ele misturou vocalizações de um filhote de elefante, o som de um jacaré e o rugido de um tigre. Para as respirações pesadas da criatura enquanto ela caçava os protagonistas, o sonoplasta utilizou o som do ar saindo pelo espiráculo de uma baleia, provando que a magia do cinema muitas vezes reside na combinação de elementos improváveis da nossa própria fauna.

