Entre a melodia e o caos: Poppy lança novo single produzido por ex-integrante do Bring Me The Horizon

A inesgotável capacidade de reinvenção de Poppy manifesta-se novamente com a chegada de seu novo projeto, um lançamento duplo que introduz as faixas “Empty Hands” e a visceral “Time Will Tell”. Esta última aposta em uma sonoridade densa e foi contemplada com um videoclipe dirigido por Orie McGinness e produzido por Michael Taylor através da Spvce Studio. A faixa marca uma colaboração significativa com Jordan Fish, ex-integrante do Bring Me The Horizon, que assina a produção e a composição ao lado da artista, além de assumir as guitarras e teclados, trazendo sua assinatura inconfundível de fusão entre o peso do metal e a polidez eletrônica.

​A narrativa da canção explora a inevitabilidade das consequências e o peso do passado, construindo uma atmosfera de ajuste de contas cósmico. A letra sugere que não há esconderijo para quem semeia o caos, uma mensagem que ganha força no refrão explosivo onde a cantora alerta: “It’s never gonna leave you now cuz time will tell if violence follows you to hell” (Isso nunca vai te deixar agora, pois o tempo dirá se a violência te segue até o inferno).

A performance vocal transita entre a melodia etérea e a agressividade, refletindo a dualidade de uma profecia sombria que se cumpre através do tempo, onde a própria memória dos atos cometidos se torna uma perseguição constante.

Tecnicamente, a música é sustentada por uma base instrumental robusta, contando com Johnuel Hasney no baixo e guitarras adicionais, e Ralph Alexander na bateria. A engenharia de som, mixagem e masterização foram executadas pela dupla Zakk Cervini e Julian Gargiulo no MDDN Studios, em Los Angeles, garantindo a clareza necessária para que a mensagem perfure a distorção. Em um momento de introspecção crítica sobre a validade do sofrimento infligido, Poppy questiona diretamente: “Tell me has it all been worth the pain / Why do all the crooks keep calling me home” (Diga-me, valeu a pena toda a dor? / Por que todos os vigaristas continuam me chamando para casa?).

Com este lançamento, a artista reafirma sua posição no cenário alternativo, entregando uma obra que é tanto um aviso sonoro quanto uma reflexão sobre a natureza cíclica da violência.

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