Não tenho dúvidas de que a confirmação do retorno dos X-Men da era 20th Century Fox em Avengers: Doomsday — Vingadores: Doutor Destino por aqui — será um dos pontos altos da campanha de marketing. Agora, se veremos os mutantes com a dignidade e a relevância narrativa que merecem ou apenas como participações especiais de luxo para gerar aplausos fáceis na sala de cinema… aí é outra história.
Faltando pouco para o lançamento, a Marvel parece ter aberto a caixa de ferramentas da nostalgia de vez. Depois de testar as águas com o multiverso em produções anteriores, agora é a vez da equipe original de Charles Xavier ganhar os holofotes no palco principal do MCU. Os rumores indicam que o grupo não será apenas um “easter egg”, mas terá um papel central, talvez servindo como a única resistência experiente e organizada capaz de contrapor a ameaça intelectual e mística de Victor Von Doom, onde os Vingadores atuais falharam.
Talvez isso revele, mais uma vez, o desespero da Marvel Studios e da Disney Studios em corrigir a rota. Depois da recepção mista das últimas fases, trazer de volta o elenco que ajudou a fundar o gênero de super-heróis moderno nos anos 2000 é um grito claro para resgatar os fãs que realmente frequentam as salas de cinema e compram ingressos — aquela base fiel que, muitas vezes, sente falta de uma pegada mais séria e menos colorida. Eles sabem que precisam apagar a sensação de “fadiga” deixada por projetos recentes que não conectaram com o grande público.
Para selar esse pacto com o passado, o estúdio garantiu o retorno de nomes pesados da franquia. Hugh Jackman lidera a carga novamente com suas garras de adamantium como Wolverine, ladeado pela gravidade shakespeariana de Patrick Stewart (Professor Xavier) e Ian McKellen (Magneto), cuja dinâmica promete ser o coração emocional da trama. Além da trindade mutante, Halle Berry retornará para comandar os elementos como Tempestade, James Marsden terá a chance de liderar em campo como Ciclope e Famke Janssen trará todo o poderio psíquico de Jean Grey. Há rumores ainda de que Kelsey Grammer reprisará seu papel como o Fera, completando a formação clássica.
No entanto, se essa estratégia de “volta às origens” vier acompanhada de um roteiro sóbrio, com peso dramático e entretenimento de qualidade, que continuem assim. Se for para ver os X-Men poderosos, operando como uma unidade tática e adaptando as grandes batalhas dos quadrinhos contra o Destino, a “desesperada” jogada da Marvel será muito bem-vinda.
O aguardado longa-metragem Vingadores: Doutor Destino representa o ápice da atual fase do Universo Cinematográfico da Marvel, trazendo uma trama focada no colapso do multiverso sob o domínio de Victor von Doom, o Doutor Destino. A sinopse oficial aponta que o vilão, mestre em ciência e magia, desencadeará uma crise em escala multiversal que forçará os heróis mais poderosos da Terra a se unirem novamente para evitar a aniquilação total da realidade.
O elenco é liderado por Robert Downey Jr., que retorna ao estúdio de forma surpreendente para interpretar o antagonista principal, acompanhado por Anthony Mackie como o novo Capitão América e Tom Holland no papel de Homem-Aranha. A equipe do Quarteto Fantástico, composta por Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach, terá uma participação fundamental, já que suas origens estão ligadas diretamente ao vilão. Outros nomes confirmados incluem Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho, Chris Hemsworth como Thor, Sebastian Stan no papel de Bucky Barnes, Florence Pugh como Yelena Belova, Letitia Wright como Shuri e o retorno de Tom Hiddleston como Loki.
Nos bastidores, a produção conta com a direção dos renomados Anthony Russo e Joe Russo, conhecidos como os Irmãos Russo, que trabalham sobre o roteiro de Stephen McFeely e Michael Waldron, enquanto a produção executiva é assinada por Kevin Feige e a trilha sonora épica fica a cargo de Alan Silvestri.
Vingadores: Doutor Estranho (Avengers: Doomsday) estreia nos cinemas no dia 18 de dezembro de 2026.

